Brasil será sede dos Pans de Ginástica Artística, de Ginástica Rítmica e de Ginástica de Trampolim em 2028
Nesta segunda-feira (22), durante a realização de Assembleia Geral da União Pan-Americana de Ginástica (UPAG), no Rio de Janeira, foi decidido, de forma unânime, que o Brasil terá o direito

Nesta segunda-feira (22), durante a realização de Assembleia Geral da União Pan-Americana de Ginástica (UPAG), no Rio de Janeira, foi decidido, de forma unânime, que o Brasil terá o direito de sediar, em maio de 2028, os Campeonatos Pan-Americanos de três modalidades: Ginástica Artística, Ginástica Rítmica e Ginástica de Trampolim.
Algumas das vagas do continente americano para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028 serão definidas nessas competições.
O presidente da Confederação Brasileira de Ginástica, Henrique Motta, falou sobre a importância da realização das edições de 2028 desses eventos em solo nacional. “É extremamente estratégico para a CBG sediar esses eventos no Brasil. Além de proporcionarem uma importante preparação para nossos atletas, os três Campeonatos Pan-Americanos poderão ter papel decisivo na corrida olímpica, uma vez que servirão como eventos classificatórios para os Jogos Olímpicos. Também merece destaque o fato de o Brasil ter sido novamente escolhido por unanimidade para receber essas competições. Esse reconhecimento demonstra a confiança da comunidade internacional na capacidade do nosso país de organizar grandes eventos esportivos e reforça que o trabalho desenvolvido pela CBG tem sido realizado com excelência e credibilidade”.
Cacá Resende, diretor-geral da CBG, reiterou que o Brasil se notabiliza definitivamente como organizador de eventos da ginástica. “Mais uma vez, a gente sai da Assembleia Geral da UPAG com o direito de sediar o Campeonato Pan-Americano em três modalidades. Isso comprova o reconhecimento dos países da América por tudo o que o Brasil entrega na realização dos eventos”, disse o dirigente.
Resende salientou também que os Pans de maio de 2028 serão excelentes oportunidades de preparação para os ginastas brasileiros que participarão dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. “Tem uma grande novidade quanto aos Pans de 2028. Eles funcionarão como um grande teste para nossos atletas, uma ótima preparação antes do maior evento do ciclo olímpico, justamente os Jogos de Los Angeles, que serão realizados pouco tempo depois”.
Existe também um legado importante que eventos dessa magnitude proporcionam, como destaca Resende. “A gente sempre pensa nas próximas gerações de atletas, no futuro da nossa ginástica. Graças à realização dos Pans deste ano, pudemos adquirir dois conjuntos (sets) de equipamentos de Ginástica Artística. Eu explico: quem sedia um Pan tem 80% de desconto na compra dos aparelhos. Nosso objetivo primordial, antes de tudo, era podermos adquirir esses equipamentos, porque nossa compra anterior havia sido feita 12 anos atrás. Por isso que dizemos que um evento como esses não acaba quando termina. O Pan de 2026, portanto, não acabou no domingo. Ele se perpetua para as próximas gerações, pois deixa um legado”.
Kenia Herrera García, presidente da UPAG, reconheceu a qualidade do Brasil como organizador de eventos de ginástica. “O Brasil foi uma sede incrível. Já celebramos aqui várias edições de Campeonatos Pan-Americanos. Em particular as edições deste ano foram grandiosas: uma qualidade notável, uma equipe de trabalho comprometida, apaixonada, solidária. Tudo correu muito bem: organização, qualidade de instalações, de equipamentos. Somos muito gratos à CBG, à equipe de trabalho e ao Brasil por esse compromisso, por essa liderança na ginástica panamericana”, afirmou a dirigente nicaraguense.
A presidente da UPAG também fez questão de destacar que foi decidida, na Assembleia Geral, que os Pans terão caráter classificatórios para os Jogos de Los Angeles-2028. “Hoje nos sentimos muito emocionados, porque foi retomada a classificação olímpica em nossos campeonatos continentais. E o Brasil, precisamente, foi escolhido como sede desse evento classificatório nas três modalidades da ginástica que são olímpicas: a Artística, a Rítmica e a de Trampolim. Estamos emocionados e convictos de que tomamos a decisão correta. Estamos seguros de que o Brasil vai nos brindar com o melhor evento da União Pan-Americana de Ginástica”.