Colômbia lidera projeto para sediar a Copa do Mundo de 2038 junto com Venezuela, Equador e Panamá
A Colômbia iniciou um movimento para tentar trazer a Copa do Mundo de 2038 novamente para a América do Sul, articulando uma candidatura conjunta com Venezuela, Equador e Panamá. O

A Colômbia iniciou um movimento para tentar trazer a Copa do Mundo de 2038 novamente para a América do Sul, articulando uma candidatura conjunta com Venezuela, Equador e Panamá. O projeto, que ainda está em fase inicial, busca dividir investimentos e ampliar a infraestrutura esportiva da região, aproveitando o modelo de organização compartilhada que vem sendo adotado pela Fifa nas últimas edições do torneio. A definição oficial da sede, no entanto, ainda depende de discussões que serão conduzidas pela entidade a partir do fim de 2026.
A proposta sul-americana surge em um cenário de forte concorrência internacional e tem como um dos objetivos fortalecer a estrutura esportiva dos países envolvidos, reduzindo os custos individuais de construção e modernização de estádios necessários para receber uma competição de escala mundial.
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Projeto aposta em candidatura conjunta
A união entre Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá aparece como alternativa para atender às exigências cada vez maiores da Fifa em relação à infraestrutura e à capacidade logística de uma Copa do Mundo. O compartilhamento da organização permitiria distribuir investimentos e responsabilidades entre os quatro países, diminuindo o impacto financeiro para cada nação.
Na Colômbia, o projeto também está ligado a iniciativas locais voltadas para a modernização de equipamentos esportivos. Entre elas, está a intenção política de receber partidas oficiais no remodelado estádio El Campín, em Bogotá, fortalecendo o papel do país como principal articulador da candidatura.

Estados Unidos despontam como concorrente de peso
Enquanto a candidatura sul-americana começa a ganhar forma, os Estados Unidos já demonstraram interesse em voltar a receber o Mundial. O principal argumento norte-americano é a existência de uma infraestrutura pronta e consolidada, reduzindo a necessidade de grandes investimentos para a realização do torneio.
O diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca, Andrew Giuliani, afirmou que uma eventual ampliação da Copa para 64 seleções poderia favorecer uma futura candidatura americana. Segundo ele, a capacidade estrutural dos Estados Unidos permitiria organizar uma competição ainda maior, embora a prioridade, neste momento, seja a realização da atual edição antes de formalizar qualquer projeto para 2038.
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Regras da Fifa influenciam disputa pelas sedes
O sistema de rodízio continental adotado pela Fifa também interfere diretamente na corrida pela organização do Mundial. Como a edição de 2030 terá jogos distribuídos entre América do Sul, Europa e África, as confederações desses continentes ficam impossibilitadas de receber as Copas seguintes, em 2034 e 2038, dentro das regras atuais da entidade.
Esse cenário altera o equilíbrio da disputa e abre espaço para diferentes articulações internacionais, tornando o processo de escolha ainda mais estratégico nos próximos anos.
Definições devem avançar a partir de 2026
O cronograma da Fifa prevê que as discussões formais sobre a sede da Copa do Mundo de 2038 ganhem força a partir de dezembro de 2026, quando o Conselho da entidade começará a analisar os projetos e possíveis candidaturas. Até lá, os países interessados deverão estruturar suas propostas e demonstrar capacidade financeira, logística e esportiva para receber o torneio.
As próximas duas edições do Mundial já possuem sedes definidas. Em 2030, Portugal, Espanha e Marrocos serão os anfitriões, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai receberão as partidas de abertura em celebração ao centenário da competição. Já a Copa de 2034 acontecerá na Arábia Saudita, deixando 2038 como o próximo grande alvo das candidaturas internacionais.
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