Polícia Civil cumpre 23 ordens judiciais contra grupo investigado por tráfico de cocaína em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta sexta-feira (22) a Operação Vinculum Sanguinis para cumprir 23 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigada por tráfico

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta sexta-feira (22) a Operação Vinculum Sanguinis para cumprir 23 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigada por tráfico de cocaína e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado de Sinop.
As investigações apontam que o grupo era responsável pelo transporte de grandes carregamentos de cocaína da região de fronteira com a Bolívia até municípios do norte do estado. As ordens judiciais incluem um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar, 11 bloqueios de contas bancárias que somam mais de R$ 1,2 milhão, além do sequestro de três veículos e cinco imóveis.
Os mandados são cumpridos nos municípios de Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande. Segundo a Polícia Civil, a operação conta com apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Draco de Cuiabá.
Até o momento, a operação resultou na apreensão de mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína e quantias em dinheiro ainda em contagem. Três pessoas foram presas, sendo uma por mandado de prisão preventiva e duas em flagrante por tráfico de drogas.
As investigações começaram em outubro de 2025 após a prisão de dois suspeitos em Cláudia, quando um quilo de pasta base de cocaína foi apreendido. Conforme a apuração, o grupo utilizava uma rota de mais de 700 quilômetros entre Pontes e Lacerda e Sinop para realizar o transporte sistemático de cocaína e pasta base.
Em março de 2026, a Draco de Sinop já havia realizado a Operação Aurora Pantaneira, que apreendeu 525 quilos de cocaína e pasta base ligados ao mesmo grupo criminoso investigado na ação atual.
As investigações também identificaram movimentações financeiras utilizadas para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, empresas e familiares dos investigados eram utilizados para movimentar recursos ilícitos. Os bloqueios patrimoniais determinados pela Justiça ultrapassam R$ 3,2 milhões entre contas bancárias, imóveis e veículos.
Entre os bens sequestrados estão apartamentos, terrenos e uma residência localizados em Cuiabá e Várzea Grande. O bloqueio judicial também alcançou duas empresas, uma do ramo de segurança eletrônica e outra da área de metalurgia.
De acordo com o delegado Eugênio Rudy Junior, as investigações identificaram uma estrutura organizada, com divisão de funções e utilização de pessoas interpostas para movimentações financeiras. Segundo ele, vínculos familiares eram utilizados como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial dentro do grupo.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026 dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa estadual Tolerância Zero. A ação também faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.