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Quatro em quatro anos, o futebol nos lembra por que nos apaixonamos por ele

Desculpe parafrasear a música do poeta e compositor Dorival Caymmi, mas após este primeiro dia de decisões na Copa do Mundo, quem não sentiu algo diferente talvez ainda não tenha

Quatro em quatro anos, o futebol nos lembra por que nos apaixonamos por ele
  • Published25 de junho de 2026 às 09:37

Desculpe parafrasear a música do poeta e compositor Dorival Caymmi, mas após este primeiro dia de decisões na Copa do Mundo, quem não sentiu algo diferente talvez ainda não tenha vivido o futebol em sua essência.

Foi um dia repleto de emoções, e ainda assim não vivemos nem 10% do que este Mundial promete entregar. Para quem ama o esporte, a Copa do Mundo é aquele momento que chega de quatro em quatro anos e parece fazer a vida correr mais rápido. É a época em que muita gente reorganiza compromissos, perde eventos, muda a rotina e faz de tudo para assistir ao máximo de jogos possível. Você vive a Copa, mesmo estando longe dela.

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Para quem trabalha com esporte, como nós aqui no Canal Na Coruja, a experiência ganha uma dimensão ainda maior. É debate, análise, emoção, histórias e personagens que só o futebol é capaz de proporcionar. Poder cobrir, mesmo que de longe, um evento desta magnitude já é um privilégio.

O Brasil, enfim, fez uma partida com cara de Brasil. Jogou com intensidade, alegria e poderia até ter construído uma vitória mais ampla sobre a Escócia. Vimos Vinícius Júnior igualar marcas históricas de Ronaldo e outros grandes nomes. Vimos um garoto de apenas 19 anos atuar com leveza em um dos maiores palcos do esporte. E vimos também um campeão, que carrega o peso de ser o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, se emocionar após quase mil dias afastado da camisa mais pesada do futebol mundial. Neymar, ainda distante do auge físico, conseguiu reacender uma esperança em um torcedor que há anos espera por uma grande conquista.

Também tivemos um momento que ficará guardado para sempre. Guillermo Ochoa, que parecia estar se despedindo da Copa do Mundo sem entrar em campo, ganhou uma última oportunidade após a lesão de um companheiro. Aos 33 minutos do segundo tempo, o goleiro mexicano entrou para a história ao se tornar, ao lado de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, um dos raros jogadores a disputar seis edições de Copa do Mundo. Algo que parecia impossível há alguns anos. Ochoa representa gerações inteiras que cresceram acostumadas a vê-lo defendendo o México em Mundiais.

Ah, Joel Santana… Os Bafana Bafana fizeram história. A África do Sul avançou pela primeira vez ao mata-mata de uma Copa do Mundo. Uma classificação construída com superação, desfalques e muita persistência. Depois de uma estreia difícil diante do México, a equipe cresceu na competição, conquistou um empate importante e, quando parecia improvável, confirmou a vaga. Mas o futebol é justamente isso: o esporte onde o impossível acontece com frequência.

Talvez a África do Sul não avance muito mais na competição. Talvez pare na próxima fase. Mas isso pouco importa neste momento. Para um país que viveu tantas transformações e desafios fora das quatro linhas, esta classificação representa muito mais do que futebol. Para quem tem apenas cinco participações em Copas do Mundo, chegar ao mata-mata é um feito gigantesco. E merece ser celebrado.

Para fechar, quero falar sobre algo que vai além das quatro linhas. Ver a CazéTV quebrando, pela terceira vez, o recorde de audiência simultânea no YouTube durante uma Copa do Mundo é uma vitória da imprensa alternativa. É a prova de que existe espaço para novos formatos, novas linguagens e novas maneiras de comunicar.

Hoje, a CazéTV é um gigante da mídia esportiva. Mas isso não diminui a importância de sua trajetória. Pelo contrário. Valoriza ainda mais o caminho percorrido. Para muitos jornalistas, produtores e criadores de conteúdo, ela representa a possibilidade de fazer diferente, de fugir do óbvio e encontrar seu próprio espaço. E, de certa forma, essa conquista também pertence a todos que acreditam em novas formas de contar histórias.

Porque, no fim das contas, a Copa do Mundo não é apenas sobre futebol. É sobre pessoas, memórias, sonhos e histórias que atravessam gerações.

E ainda estamos apenas começando.

Felipe Santos, graduando em jornalismo e diretor geral do Na Coruja

Written By
Marcos Santos

Marcos Santos, 20 anos, estudante de Engenharia da Computação e fundador do site Na Coruja. Nascido em Cuiabá (MT), cresceu com o futebol presente em todos os momentos da vida e transformou essa paixão em conteúdo para quem vive o esporte no dia a dia. Vascaíno de coração e admirador do Cristiano Ronaldo, acompanha o futebol brasileiro e internacional com olhar atento às histórias, aos bastidores e às emoções que só o esporte proporciona. Movido pela paixão pelo futebol e pela comunicação digital, busca diariamente evoluir como criador de conteúdo e como profissional, levando informação e entretenimento para quem, assim como ele, nasceu para ver futebol e vive pelo futebol.

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